QUANTIÔNICA
QUANTIÔNICA
O nome Quantiônica tem origem na física quântica, que estuda fenômenos envolvendo partículas menores que uma célula — as partículas atômicas e subatômicas.
A partir desses estudos, a física quântica, aliada à tecnologia e ao esforço científico de compreender a matéria em sua essência, conseguiu identificar uma das menores partículas conhecidas: o Bóson de Higgs. Esse bóson ficou conhecido popularmente como a partícula de Deus, por representar o limite onde a matéria deixa de ser matéria e dá lugar ao invisível.
Ao tentar dividir essa partícula ainda mais, os cientistas se depararam com o que chamaram de “nada” — um espaço onde só existe o vácuo quântico.
Embora no vácuo quântico aparentemente não exista nada, ele está cheio de partículas, energia e ondas que surgem de uma maneira misteriosa e desaparecem rapidamente, segundo o experimento do Instituto de Eletrônica Quântica da Áustria que conseguiu medir pela primeira vez as flutuações que essas partículas geram no espaço “vazio”. A coautora desse estudo e pesquisadora da ciência aplicada na Universidade de Harvard, Cristina Benea-Chelmus, afirma que por um curto período de tempo, você pode criar energia a partir do espaço “vazio”.
Essa ideia é interpretada como evidência de um campo sutil ou invisível que permeia tudo, semelhante ao que tradições espirituais chamam de prana, chi ou fluido cósmico universal.
Diante disso, muitos espiritualistas passaram a interpretar que, quanto mais a ciência avança na busca pela comprovação da matéria, mais próxima ela chega da confirmação da existência das energias sutis — aquelas que não se veem, mas se sentem.
É importante ressaltar que a ciência quântica não comprova fenômenos espirituais, mas suas descobertas abriram espaço para interpretações que dialogam com conceitos espirituais — especialmente no campo energético e da consciência.
Muitas vezes, a linguagem da física é usada de forma metafórica ou simbólica por terapeutas holísticos e espiritualistas para explicar experiências subjetivas. Isso pode ser inspirador, mas não significa que haja validação científica direta. Por enquanto.
Sendo os fenômenos quânticos frequentemente utilizados como analogias para descrever a ideia de conexão energética entre o terapeuta e o assistido, podemos perceber que a principal ligação entre a física quântica e os conceitos filosóficos-espirituais está na interpretação de que tudo é energia.
A física quântica demonstra que, em sua essência, a matéria é energia condensada. A espiritualidade também compreende que tudo é energia e vibra em diferentes frequências energéticas, inclusive nossos pensamentos, emoções e intenções.
Um exemplo bastante citado é o entrelaçamento quântico: um fenômeno comprovado pela ciência quântica, em que duas partículas, ao se entrelaçarem, permanecem conectadas de tal forma que o estado de uma afeta instantaneamente o estado da outra — mesmo que estejam a grandes distâncias. Einstein chamou isso de “ação fantasmagórica à distância”.
Embora esse fenômeno não envolva consciência ou intenção, espiritualistas e terapeutas holísticos utilizam essa imagem de forma metafórica para explicar conexões energéticas entre pessoas, como ocorre em práticas de cura à distância.
Outro experimento amplamente mencionado é o da Dupla Fenda, que revelou que o simples ato de observar altera o comportamento das partículas.
Essa descoberta inspirou a ideia de que a consciência do observador influencia a realidade, sendo usada como base para expressões como “o pensamento cria a realidade” ou “a intenção molda o mundo”.
Com base nesses entendimentos nasceu a Quantiônica — uma abordagem que, por meio da Radiestesia, busca identificar e atuar sobre campos sutis de energia.
O termo Radiestesia vem do latim “radius” (radiação) e do grego “aesthesis” (sensibilidade), e significa literalmente “sensibilidade às radiações”.
É uma técnica que permite detectar e medir campos energéticos sutis, por meio de instrumentos como o pêndulo e gráficos, aliando a sensibilidade e percepção do operador. Por isso, é considerada a arte e ciência de acessar informações ocultas aos sentidos físicos.
Corroborando com a sensibilidade radiestésica e percepção do operador, Allan Kardec, no Livro dos Médiuns (cap. VIII), explica que a vontade é uma qualidade essencial do Espírito, ou seja, do ser pensante. Por meio dela, o Espírito pode agir sobre a matéria, influenciar seus elementos e transformar suas propriedades mais profundas.
Pêndulo de Radiestesia
Com a Radiestesia, é possível identificar, medir e revelar energias presentes em pessoas, ambientes, objetos ou situações.
Já a Radiônica, utilizada com fins terapêuticos, busca atuar no reajuste e harmonização consciente dessas frequências, promovendo o equilíbrio energético em todos os níveis — pois, afinal, tudo é energia.
"Uma doença é um desequilíbrio energético, sendo este passível de ser detectado. Isto ocorre por um fenômeno de ressonância." Albert Abrams.
O Psicogerador Radiônico (conhecido como “mesa”), desenvolvido pelo brasileiro Juan Ribaut, opera com base na Sequência de Fibonacci, o que permite identificar ondas de desequilíbrio a partir de um testemunho (assistido), bem como emitir a frequência corretora.
Sua forma em espiral reflete padrões universais de movimento e está intimamente ligada às energias da vida.
Esse padrão espiralado pode ser observado na natureza em elementos como o escargot, o náutilo, as conchas, os caracóis, as galáxias e até na anatomia do corpo humano. Essas formas seguem espirais logarítmicas que correspondem, na matemática, à famosa Sequência de Fibonacci.
Originado a partir da Radiestesia e Radiônica e da Geometria Sagrada, o Psicogerador Quantiônico — também conhecido como “mesa quantiônica” — foi desenvolvido em 2003 pelo professor e arquiteto Manoel Mattos, em parceria com o terapeuta holístico Darcio Cavallini. A criação foi baseada nos estudos de Radiestesia e Radiônica, realizados com o professor Juan Ribaut.
Conforme dito anteriormente, em relação à percepção dos campos sutis de energia, a mesa quantiônica tem como propósito atuar na frequência da 5ª dimensão, buscando acessar a origem energética e espiritual dos desequilíbrios do assistido. Para isso, trabalha não apenas no campo vibracional, mas também no campo espiritual, promovendo alinhamento e reconexão com níveis mais sutis de consciência.
Em uma interpretação metafísica, podemos entender que a radiestesia acessa vibrações associadas à 4ª dimensão — ligadas ao campo emocional, energético e sutil do ser. Já a Quantiônica, ao integrar esse olhar com consciência e intenção profunda, pode se conectar a frequências da 5ª dimensão, relacionadas à unidade, equilíbrio e cura espiritual.
O Psicogerador Quantiônico atua por meio do inconsciente do assistido — também chamado de Mental Superior — para detectar o estado do seu campo vibracional, trazendo à luz informações sutis que estavam inconscientes.
Com isso, é possível acessar as energias em desequilíbrio e conduzir o assistido à compreensão da origem do problema, promovendo a consciência necessária para sua resolução.
Esse equipamento é utilizado tanto para pesquisar a origem dos desequilíbrios quanto para harmonizar energeticamente o campo do assistido.
O terapeuta, ao acessar a vibração energética da pessoa, identifica bloqueios, interferências ou conflitos, e realiza um processo de limpeza e reequilíbrio vibracional, restaurando sua vitalidade e promovendo maior bem-estar.
Como a maior parte dos conflitos está armazenada no inconsciente — e, em muitos casos, tem origem em vidas passadas — o Psicogerador Quantiônico torna-se uma ferramenta poderosa para acessar a raiz das dores, sejam elas de natureza física, emocional, energética ou espiritual.
Além disso, o processo terapêutico favorece a ampliação da consciência, reconectando o assistido com seu próprio projeto de vida e com estados mais profundos de harmonia. Para isso, o processo de autoconhecimento é indispensável.